Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula irão depor à PF sobre ato antidemocrático

Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula

Sérgio Reis e deputado Otoni de Paula irão depor à PF sobre ato antidemocrático

A Polícia Federal vai tomar nesta semana os depoimentos do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), do  cantor Sérgio Reis e do empresário Antônio Galvan sobre a organização de atos antidemocráticos para os próximos dias.

Os três foram alvos de busca e apreensão deflagrada na última sexta-feira, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na ocasião, foram intimados para prestarem depoimento no mesmo dia, mas pediram que as oitivas fossem remarcadas.

Sérgio Reis e Galvan serão ouvidos na quarta-feira, por videoconferência. O deputado Otoni, na quinta.

De acordo com a investigação da PGR, Galvan, que é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), seria um dos empresários responsáveis por financiar os atos antidemocráticos. Sérgio Reis, em uma gravação divulgada em grupos bolsonaristas, relatou ter participado de reuniões em Brasília para organizar e estimular a realização desses atos. Otoni é apontado como um dos políticos que têm incentivado o movimento.

Ontem, Galvan participou de uma manifestação na frente da sede da PF de Sinop, no norte de Mato Grosso, na qual produtores rurais protestaram contra a investigação.

Um dos focos dos depoimentos é descobrir se há estímulo ou participação de integrantes do Palácio do Planalto no movimento antidemocrático. A PGR detectou um forte esquema de organização para financiar e estimular os atos, incluindo o incentivo a ataques ao Supremo Tribunal Federal e às instituições.

Até agora, foram ouvidos cinco alvos da investigação. Três deles optaram por ficar em silêncio. Outros dois, o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, e o empresário Turíbio Torres, confirmaram a realização de reuniões para organizar o ato antidemocrático, mas disseram que as manifestações serão pacíficas e que respeitarão a Constituição.