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Polícia prende 20 dos 27 vereadores da Câmara de Uberlândia

Emissão de notas frias desencadeou a investigação do Gaeco.

A Justiça de Uberlândia decretou a prisão de 22 vereadores, em operações do Grupo de Atuação Especial de
Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizadas na manhã desta segunda-feira (16). A cidade tem 27
vereadores.

As ações são resultado das investigações que se iniciaram na operação ‘O Poderoso Chefão’, em outubro, e
que culminou nas prisões dos vereadores Alexandre Nogueira (PSD), Juliano Modesto (suspenso do SD) e
Wilson Pinheiro (PP), que permanecem afastados dos cargos. Segundo as primeiras informações do
Ministério Público Estadual (MPE), Nogueira e Modesto são novamente alvos das duas operações de hoje,
uma delas denominada “Má Impressão”. Nogueira estava em liberdade, sob uso de tornozeleira, desde a
última sexta-feira.

Contra o presidente Hélio Ferraz-Baiano (PSDB) foram expedidos dois mandados de prisão preventiva.
Assim como Alexandre e Juliano, ele é investigado por desviar parte da verba de gabinete e ainda de
participar de suposto esquema de propina na contratação da empresa que presta serviço de vigilância ao
Legislativo.
O cumprimento de mandados está em andamento.

Depois que o Ministério Público teve conhecimento que a empresa Ideal Assessoria e Serviços – investigada
na O Poderoso Chefão como empresa de fachada para lavagem de dinheiro público desviado dos cofres
municipais – emitia notas frias para Alexandre Nogueira, Juliano Modesto e os ex-vereadores Ismar Prado e
William Alvorada, as investigações foram aprofundadas no sentido de averiguar supostas fraudes na emissão
de notas fiscais por parte de outras empresas da cidade que também prestaram serviços gráficos a
parlamentares da atual legislatura.

O presidente Baiano, Alexandre Nogueira, Juliano Modesto e os outros 17 vereadores com mandados de
prisão temporária são investigados na operação “Má Impressão” devido a indícios de que se utilizaram de
notas ideologicamente falsas para receber o ressarcimento da verba indenizatória. Ou seja, o valor das notas
fiscais era superior ao do material gráfico realmente encomendado.

Os gastos apurados com o reembolso da verba só nos últimos três anos, segundo o MPE, foi superior a R$
4,3 milhões.São investigados ainda proprietários de pelo menos 17 gráficas da cidade.
Após análise, foi verificado que grande parte das empresas não tinha condições de absorver a demanda
descrita e nem houve compra de insumos gráficos suficientes para suprir os serviços, levantando a suspeita
de que tratavam de notas falsas emitidas pelos vereadores.

Vereadores presos na operação:

  • Alexandre Nogueira (PSD)
  • Ceará (PSC)
  • Doca Mastroiano (PL)
  • Dra. Flavia Carvalho (PDT)
  • Dra. Jussara (PSB)
  • Felipe Felps (PSB)
  • Hélio Ferraz, Baiano (PSDB) – Presidente da Câmara
  • Isac Cruz (Republicanos)
  • Juliano Modesto (SD)
  • Marcio Nobre (PSD)
  • Pâmela Volp (PP)
  • Paulo César PC (SD)
  • Ricardo Santos (PP)
  • Rodi (PL)
  • Roger Dantas (Patriota)
  • Ronaldo Alves (PSC)
  • Silésio Miranda (PT)
  • Vico (Sem Partido)
  • Vilmar Resende (PSB)
  • Wender Marques (PSB)

Com informações do Jornal da Cidade On line e do Portal Uai

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